sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

EX-CHEFE DO INCRA, E EX-PREFEITO EM RURÓPOLIS, ZÉRICE DIAS, É ABSOLVIDO DE ACUSAÇÕES DE PRÁTICAS DE CRIMES.

Sede da Superintendência Regional do Incra em Santarém; Foto: Blog do Jeso/Arquivo

Doutor Zericé Dias - A justiça tarda mais não falha
(Foto do arquivo pessoal extraído do Google)

A Justiça Federal em Santarém (PA) absolveu 5 ex-figurões do Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) no oeste do Pará acusados de práticas dos crimes de falsidade ideológica e associação criminosa.

A sentença é do juiz Clésio Alves de Araújo, da 1ª Vara Federal em Santarém, assinada na quarta-feira (9). Cabe recurso. 

Entre os 5 réus acusados pelo MPF (Ministério Público Federal) e absolvidos em primeira instância pela Justiça estão dois ex-superintendentes do Incra na região:

● Pedro Aquino de Santana e

● Sílvio Carneiro de Carvalho.

Também foram inocentados: Zericé da Silva Dias, Abraão Davi de Lima Araújo e Samuel Ribeiro Figueiredo.

A ação por crime de responsabilidade de funcionário público foi ajuizada em março 2012 pelo MPF. Os 5 réus foram enquadrados nos crimes de falsidade ideológica (artigo 299) e associação criminosa (artigo 288) do Código Penal. 

“Rejeito os pedidos [de condenação] contidos na denúncia [do MPF] e absolvo os réus”, decidiu o magistrado com base no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal.

 “Art. 386. O juiz absolverá o réu, mencionando a causa na parte dispositiva, desde que reconheça: III – não constituir o fato infração penal;”

O MPF poderá recorrer da sentença no TRF1 (Tribuna Regional Federal, da 1ª Região), com sede em Brasília (DF).

EM TEMPO: Caso o Doutor Zericé Dias tiver interesse de usar o nosso humilde blog para suas considerações, estamos à disposição.


Fonte: Blog do Jeso

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

CRÔNICA DA SEMANA: OS VERDADEIROS HERÓIS

2020, um ano de mudanças de estilo de vida e de reflexões.

2020, o ano que colocou o amor à prova e nos fez sentir na pele o real significado da máxima: “Cada dia é um presente de Deus” e aprendemos que cada momento deste presente deve ser vivido ao lado de famílias e amigos. 

2020, ano que tirou o véu e mostrou todas as verdades escondidas dentro de nós enquanto seres humanos. Muitos mudaram, outros melhoram e alguns... Ah, estes alguns... Digamos que ainda estão num processo de aprendizagem. 

2020, ano que aprendemos uns com os outros a sorrir com os olhos e nos abraçar com a alma. Vimos que as coisas mundanas são todas findáveis e que patrimônio nenhum vale mais que uma vida.

2020, ano que aprendemos a usar máscaras e álcool em gel, e que tais acessórios podem salvar vidas.

2020, ano de advertência e prevenção, de medidas de contenção, de lockdown e de muita oração.

2020, ano que trouxe à tona os verdadeiros heróis aqueles que realmente salvam vida.

Perdoem-me aqueles do cinema com máscaras e capas, mas 2020 me trouxeram outras referências, heróis de carne e osso como nós, que choram e sangram como eu e você, e que mesmo não estando num bom dia e recebendo um bombardeio de críticas ainda estão ali fiéis aos seus juramentos e se importando com a gente e nossa família. 

Nascimento... O milagre da VIDA

Heróis estes que estão numa atividade de risco, sujeitos a uma maior contaminação, mas estão ali pelos corredores, salas e quartos de hospitais cuidando de seus semelhantes contando na maioria das vezes com seu conhecimento técnico e fé.

Heróis que viram muitos negacionistas morrerem por ignorarem a existência do vírus, e ainda assim sofreram com estas pessoas e seus familiares. 

2020, ano de estatísticas positivas e negativas. Ano que se roga a todo tempo pela consciência e santa paciência.

Anônimos.
Os heróis...

2020, ano de vídeo conferências e de um novo mundo, o virtual.

2020, ano que mostrou que a ciência, a educação e a tecnologia são a base de uma sociedade.

2020, um ano difícil e de tomada de decisões árduas frente a uma pandemia mundial e de um número considerável de infectados, de medo latente da doença e da contaminação, de angústia diante de superlotação de leitos de terapias intensivas por único diagnóstico, de realização da assistência de qualidade sem muitas vezes equipamentos adequados ou em quantidade insuficiente, de carga excessiva de trabalho, de confinamento e distanciamento da família em hotéis, pousada ou afim para evitar a disseminação do vírus em parentes, de distanciamento familiar e solidão.

Heróis que vivenciaram tudo isso e mais um tanto de outras coisas coloca o profissional da área da saúde como Heróis Nacionais.

Parabéns aos médicos (as), enfermeiros (as), técnicos (as) trabalhadores da linha de frente que enfrentam esta dura rotina. A batalha não terminou, e sei que até os corações mais incrédulos contam com vocês.

Entre Heróis reais, somente eles, a verdade aqui contada, encerro a crônica da semana. Um abraço virtual a todos, fiquem com Deus. Ary Vital Filho.

EM TEMPO:

Obrigado Enfermeira dos Anjos pela foto, uma imagem inspiradora há tempos que queria fazer esta crônica e deixar registrado os meus sinceros agradecimentos, e não desanimem, pois precisamos de vocês. Ei, TMJ misturados e mascarados.

Você DEVE gostar de você, de seus familiares e de seus amigos, ENTÃO CUIDE-SE! NADA E NINGUÉM É MELHOR PARA SABER DO QUE VOCÊ PRECISA. CUIDE-SE VOCÊ É IMPORTANTE, MUITO IMPORTANTE PARA VOCÊ!


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

 

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Isaías 9,1). Esse fato narrado pela Palavra de Deus aconteceu há mais de dois mil anos, no entanto, atualiza-se todos os dias. É Ele o motivo que nos faz celebrar o Natal, pois uma Luz brilhou em meio às trevas!

CARTA APOSTÓLICA

ADMIRABILE SIGNUM DO SANTO PADRE FRANCISCO

SOBRE O SIGNIFICADO E VALOR DO PRESÉPIO

1. O SINAL ADMIRÁVEL do Presépio, muito amado pelo povo cristão, não  cessa de suscitar maravilha e enlevo. Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da encarnação do Filho de Deus. De fato, o Presépio é como um Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo em que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrir que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele. Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente dum exercício de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir, em miniatura, obras-primas de beleza. Aprende-se em criança, quando o pai e a mãe, juntamente com os avós, transmitem este gracioso costume, que encerra uma rica espiritualidade popular. Almejo que esta prática nunca desapareça; mais, espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir e revitalizar.

2. A origem do Presépio fica-se a dever, antes de mais nada, a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria dar à luz, «teve o seu filho primogênito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (2,7). Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio. Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo 6,51). Uma simbologia, que já Santo Agostinho, a par doutros Padres da Igreja, tinha entrevisto quando escreveu: «Deitado numa manjedoura, torna-Se nosso alimento»[1] Na realidade, o Presépio inclui vários mistérios da vida de Jesus, fazendo-os aparecer familiares à nossa vida diária. Passemos agora à origem do Presépio, tal como nós o entendemos. A mente leva-nos a Gréccio, na Valada de Rieti; aqui se deteve São Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde

recebera, do Papa Honório III, a aprovação da sua Regra em 29 de novembro de 1223. Aquelas grutas, depois da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem de Belém. E é possível que, em Roma, o «Poverello» de Assis tenha ficado encantado com os mosaicos, na Basílica de Santa Maria Maior, que representam a natividade de Jesus e se encontram perto do lugar onde, segundo uma antiga tradição, se

conservam precisamente as tábuas da manjedoura.

As Fontes Franciscanas narram, de forma detalhada, o que aconteceu em Gréccio. Quinze dias antes do Natal, Francisco chamou João, um homem daquela terra, para lhe pedir que o ajudasse a concretizar um desejo: «Quero representar o Menino nascido em Belém, para de algum modo ver com os olhos do corpo os incômodos que Ele padeceu pela falta das coisas necessárias a um recém-nascido, tendo sido reclinado na palha duma manjedoura, entre o boi e o burro».[2] Mal acabara de o ouvir, o fiel amigo foi preparar, no lugar designado, tudo o que era necessário segundo o desejo do Santo. No dia 25 de dezembro, chegaram a Gréccio muitos frades, vindos de vários lados, e também homens e mulheres das casas da região, trazendo flores e tochas para iluminar aquela noite santa. Francisco, ao chegar, encontrou a manjedoura com palha, o boi e o burro. À vista da representação do Natal, as pessoas lá reunidas manifestaram uma alegria indescritível, como nunca tinham sentido antes. Depois o sacerdote celebrou solenemente a Eucaristia sobre a manjedoura, mostrando também deste modo a ligação que existe entre a Encarnação do Filho de Deus e a Eucaristia. Em Gréccio, naquela ocasião, não havia figuras; o Presépio foi formado e vivido pelos que estavam presentes. [3]

1 Santo Agostinho, Sermão 189, 4.

2 Tomás de Celano, Vita Prima, 85: Fontes Franciscanas, 468.

3 Tomás de Celano, Vita Prima, 85: Fontes Franciscanas, 469.

Assim nasce a nossa tradição: todos à volta da gruta e repletos de alegria, sem qualquer distância entre o acontecimento que se realiza e as pessoas que participam no mistério. O primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, lembra que naquela noite, à simples e comovente representação se veio juntar o dom duma visão maravilhosa: um dos presentes viu que jazia na manjedoura o próprio Menino Jesus. Daquele Presépio do Natal de 1223, «todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria»[4].

3. Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização. O seu ensinamento penetrou no coração dos cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor, com simplicidade, a beleza da nossa fé. Aliás, o próprio lugar onde se realizou o primeiro Presépio sugere e suscita estes sentimentos. Gréccio torna-se um refúgio para a alma que se esconde na rocha, deixando-se envolver pelo silêncio. Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove? Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado.

Armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém. Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte, que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais.

De modo particular, desde a sua origem franciscana, o Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e

4 Tomás de Celano, Vita Prima, 85: Fontes Franciscanas, 470.

Um apelo ainda a encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados (cf. Mt 25,31-46).

4. Gostava agora de repassar os vários sinais do Presépio para apreendermos o significado que encerram. Em primeiro lugar, representamos o céu estrelado na escuridão e no silêncio da noite. Fazemo-lo não apenas para ser fiéis às narrações do Evangelho, mas também pelo significado que possui. Pensemos nas vezes sem conta que a noite envolve a nossa vida. Pois bem, mesmo em tais momentos, Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-Se presente para dar resposta às questões decisivas sobre o sentido da nossa existência: Quem sou eu? Donde venho? Por que nasci neste tempo? Por que amo? Por que sofro? Por que hei de morrer? Foi para dar uma resposta a estas questões que Deus Se fez homem. A sua proximidade traz luz onde há escuridão, e ilumina a quantos atravessam as trevas do sofrimento (cf. Lc 1,79). Merecem também uma referência as paisagens que fazem parte do Presépio; muitas vezes aparecem representadas as ruínas de casas e palácios antigos que,nalguns casos, substituem a gruta de Belém tornando-se a habitação da Sagrada Família. Parece que estas ruínas se inspiram na Legenda Áurea, do dominicano Jacopo de Varazze (século XIII), onde se refere a crença pagã segundo a qual o templo da Paz, em

Roma iria desabar quando desse à luz uma Virgem. Aquelas ruínas são sinal visível sobretudo da humanidade decaída, de tudo aquilo que cai em ruína, que se corrompe e definha. Este cenário diz que Jesus é a novidade no meio dum mundo velho, e veio para curar e reconstruir, para reconduzir a nossa vida e o mundo ao seu esplendor originário.

5. Uma grande emoção se deveria apoderar de nós, ao colocarmos no Presépio as montanhas, os riachos, as ovelhas e os pastores! Pois assim lembramos, como preanunciaram os profetas, que toda a criação participa na festa da vinda do Messias. Os anjos e a estrela-cometa são o sinal de que também nós somos chamados a pôr-nos a caminho para ir até à gruta adorar o Senhor.

«Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer»

(Lc 2,15): assim falam os pastores, depois do anúncio que os anjos lhes fizeram. É um ensinamento muito belo, que nos é dado na simplicidade da descrição. Ao contrário de tanta gente ocupada a fazer muitas outras coisas, os pastores tornam-se as primeiras testemunhas do essencial, isto é, da salvação que nos é oferecida. São os mais humildes e os mais pobres que sabem acolher o acontecimento da Encarnação. A Deus, que vem ao nosso encontro no Menino Jesus, os pastores respondem, pondo-se a caminho rumo a Ele, para um encontro de amor e de grata admiração. É precisamente este encontro entre Deus e os seus filhos, graças a Jesus, que dá vida à nossa religião e constitui a sua beleza singular, que transparece de modo particular no Presépio.

6. Nos nossos Presépios, costumamos colocar muitas figuras simbólicas. Em primeiro lugar, as de mendigos e pessoas que não conhecem outra abundância a não ser a do coração. Também estas figuras estão próximas do Menino Jesus de pleno direito, sem que ninguém possa expulsá-las ou afastá-las dum berço de tal modo improvisado que os pobres, ao seu redor, não destoam absolutamente. Antes, os pobres são os privilegiados deste mistério e, muitas vezes, aqueles que melhor conseguem reconhecer a presença de Deus no meio de nós. No Presépio, os pobres e os simples lembram-nos que Deus Se faz homem para aqueles que mais sentem a necessidade do seu amor e pedem a sua proximidade. Jesus, «manso e humilde de coração» (Mt 11,29), nasceu pobre, levou uma vida simples, para nos ensinar a identificar e a viver do essencial. Do Presépio surge, clara, a mensagem de que não podemos deixar-nos iludir pela riqueza e por tantas propostas efêmeras de felicidade. Como pano de fundo, aparece o palácio de Herodes, fechado, surdo ao jubiloso anúncio. Nascendo no Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução que dá esperança e dignidade aos deserdados, aos marginalizados: a revolução do amor, a revolução da ternura. Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado.

Muitas vezes, as crianças (mas os adultos também!) gostam de acrescentar, no Presépio, outras figuras que parecem não ter qualquer relação com as narrações do Evangelho. Contudo esta imaginação pretende expressar que, neste mundo novo inaugurado por Jesus, há espaço para tudo o que é humano e para toda a criatura. Do pastor ao ferreiro, do padeiro aos músicos, das mulheres com a bilha de água ao ombro às crianças que brincam… tudo isso representa a santidade do dia a dia, a alegria de realizar de modo extraordinário as coisas de todos os dias, quando Jesus partilha conosco a sua vida divina.

7. A pouco e pouco, o Presépio leva-nos à gruta, onde encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra os quantos vêm visitá-Lo. A sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria responde com obediência plena e total. As suas palavras – «eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38) – são, para todos nós, o testemunho do modo como abandonarse, na fé, à vontade de Deus. Com aquele «sim», Maria tornava-Se mãe do Filho de Deus, sem perder – antes, graças a Ele, consagrando – a sua virgindade. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra d’Ele e a ponham em prática (cf. Jo 2,5). Ao lado de Maria, em atitude de quem protege o Menino e sua mãe, está São José. Geralmente, é representado com o bordão na mão e, por vezes, também segurando um lampião. São José desempenha um papel muito importante na vida de Jesus e Maria. É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua família. Quando Deus o avisar da ameaça de Herodes, não hesitará a pôr-se em viagem emigrando para o Egito (cf. Mt 2,13-15). E depois, passado o perigo, reconduzirá a família para Nazaré, onde será o primeiro educador de Jesus, na sua infância e adolescência. José trazia no coração o grande mistério que envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à vontade de Deus e pô-la em

prática.

8. O coração do Presépio começa a palpitar, quando colocamos lá, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se nos apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços. Naquela fraqueza e fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma. Parece impossível, mas é assim: em Jesus, Deus foi criança e, nesta condição, quis revelar a grandeza do seu amor, que se manifesta num sorriso e nas suas mãos estendidas para quem quer que seja. O nascimento duma criança suscita alegria e encanto, porque nos coloca perante o grande mistério da vida. Quando vemos brilhar os olhos dos jovens esposos diante do seu filho recém-nascido, compreendemos os sentimentos de Maria e José que, olhando o Menino Jesus, entreviam a presença de Deus na sua vida.

«De fato, a vida manifestou-se» (1Jo 1,2): assim o apóstolo João resume o mistério da Encarnação. O Presépio faz-nos ver, faz-nos tocar este acontecimento único e extraordinário que mudou o curso da história e a partir do qual também se contam os anos, antes e depois do nascimento de Cristo. O modo de agir de Deus quase cria vertigens, pois parece impossível que Ele renuncie à sua glória para Se fazer homem como nós. Que surpresa ver Deus adotar os nossos próprios comportamentos: dorme, mama ao peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças. Como sempre, Deus gera perplexidade, é imprevisível, aparece continuamente fora dos nossos esquemas. Assim o Presépio, ao mesmo tempo em que nos mostra Deus tal como entrou no mundo, desafia-nos a imaginar a nossa vida inserida na de Deus; convida a tornar-nos seus discípulos, se quisermos alcançar o sentido último da vida.

9. Quando se aproxima a festa da Epifania, colocam-se no Presépio as três figuras dos Reis Magos. Tendo observado a estrela, aqueles sábios e ricos senhores do Oriente puseram-se a caminho rumo a Belém para conhecer Jesus e oferecer-Lhe de presente ouro, incenso e mirra. Estes presentes têm também um significado alegórico: o ouro honra a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade; a mirra, a sua humanidade sagrada que experimentará a morte e a sepultura. Ao fixarmos esta cena no Presépio, somos chamados a refletir sobre a responsabilidade que cada cristão tem de ser evangelizador. Cada um de nós torna-se portador da Boa-Nova para as pessoas que encontra, testemunhando a alegria de ter conhecido Jesus e o seu amor; e fá-lo com ações concretas de misericórdia.

Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para chegar a Cristo: são homens ricos, estrangeiros sábios, sedentos de infinito, que saem para uma viagem longa e perigosa e que os leva até Belém (cf. Mt 2,1-12). À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. Não se deixam escandalizar pela pobreza do ambiente; não hesitam em pôr-se de joelhos e adorá-Lo. Diante d’Ele compreendem que Deus, tal como regula com soberana sabedoria o curso dos astros, assim também guia o curso da história, derrubando os poderosos e exaltando os humildes. E de certeza, quando regressaram ao seu país, falaram deste encontro surpreendente com o Messias, inaugurando a viagem do Evangelho entre os gentios.

10. Diante do Presépio, a mente corre de bom grado aos tempos em que se era criança e se esperava, com impaciência, o tempo para começar a construí-lo. Estas recordações induzem-nos a tomar consciência sempre de novo do grande dom que nos foi feito, transmitindo-nos a fé; e ao mesmo tempo, fazem-nos sentir o dever e a alegria de comunicar a mesma experiência aos filhos e netos. Não é importante a forma como se arma o Presépio; pode ser sempre igual ou modificá-la cada ano. O que conta, é que fale à nossa vida. Por todo o lado e na forma que for, o Presépio narra o amor de Deus, o Deus que Se fez menino para nos dizer quão próximo está de cada ser humano, independentemente da condição em que este se encontre.

Queridos irmãos e irmãs, o Presépio faz parte do suave e exigente processo de transmissão da fé. A partir da infância e, depois, em cada idade da vida, educa-nos para contemplar Jesus, sentir o amor de Deus por nós, sentir e acreditar que Deus está conosco e nós estamos com Ele, todos filhos e irmãos graças àquele Menino Filho de Deus e da Virgem

Maria. E educa para sentir que nisto está a felicidade. Na escola de São Francisco, abramos o coração a esta graça simples, deixemos que do encanto nasça uma prece humilde: o nosso «obrigado» a Deus, que tudo quis partilhar conosco para nunca nos deixar sozinhos.

Dado em Gréccio, no Santuário do Presépio, a 1 de dezembro de 2019,

sétimo do meu pontificado.

 

Franciscus

<http://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papa-francesco-letteraap_

20191201_admirabile-signum.html> (07/12/2020) 

Enviado ao blog, pelo Pároco do município, Padre Wayan Purnawan (Padre "Joãozinho)










SHALK E RIVER DO LOTE 10 SÃO CAMPEÕES INEDITOS DA COPA FLOR DA SELVA DE FUTEBOL SOÇAITE

 

Os troféus entregues aos campeões...

SHALK Campeão categoria masculina 

Após longa paralisação por causa da pandemia, finalmente a 6ª COPA FLOR DA SELVA DE FUTEBOL SOÇAITE que começou em janeiro, chegou ao final no último sábado (05/12), quando o grande público presente conheceu o campeão e vice de cada categoria.

Na categoria masculino o SHALK sagrou-se campeão ao vencer o União Rurópolis em jogo muito disputado pelo placar de 3 x 1, com gols de Davi, Thiago e Chaparro; Renan descontou para o União Rurópolis.  

RIVER DO LOTE 10 - Campeã na categoria feminino

Na categoria feminino quem fez a festa de campeão foi o time do RIVER do Lote 10, município de Placas, após estar perdendo por 1 x 0 para o Tsunami da Piçarreira, conseguiu empatar faltando poucos segundo para o final do jogo e depois de 10 minutos de prorrogação a decisão foi para as penalidades onde o River foi mais competente e venceu,  fazendo a alegria da sua grande torcida.

Após encerramentos dos jogos que teve a narração exclusiva de Adriano Arraia e comentários de Paulino Magno, os troféus foram entregues aos campeões do evento.

Informações Paulino Magno – Fotografias Aroldo Aragão

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sábado, 5 de dezembro de 2020

VENDE-SE ESSA MAGNIFICA FAZENDA – 3.500,0000 HECTARES.

Sede da fazenda...

Vende-se essa magnifica fazenda, medindo 3.500,0000 ha. (Três mil e quinhentos hectares). A referida propriedade fica as margens da Rodovia Santarém/Cuiabá – Ramal Norte (BR 163). Na realidade, são 5.000,0000 ha. (cinco mil hectares) repartidas em três partes, caso o interessado se interessar no todo, não haverá problema. Excelente para criação de gado. Ela fica no trecho Rurópolis/Santarém, e fica na vicinal, a 4 km da rodovia. Já contem bastante pastagem, fonte de água natural, luz elétrica, etc. Você está interessado? Então entre em contato através do celular:

(93) 99112 2529

Que o senhor LEONÍDIO DA SILVA informará todos os detalhes e ainda lhe levará lá para ver “in loco”. Não perca essa grande oportunidade. TERRENO EXCELENTE PARA PECUÁRIA... entre em contato e confirme...


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

OPERAÇÕES FESTAS SEGURAS 2020/CPR X.

Todas as forças juntas para fazer um bom trabalho

Na manhã desta quinta feira - 03/12/20, por volta das 08h00min, foi realizado o lançamento da OPERAÇÃO FESTAS SEGURAS/2020 NA ÁREA DO CPR X, a qual tem como objetivo a realização de Operações visando à prevenção e repressão a possíveis delitos e demais ocorrências neste mês de dezembro, promovendo assim segurança pública no âmbito do CPR X juntamente com os órgãos municipais e os demais órgãos que integram o sistema de segurança pública do Estado. 

O lançamento da Operação Festas Seguras na circunscrição do CPR X foi realizada em três frentes de atuação, sendo elas o 15º Batalhão de Policia Militar de Itaituba, 7ª Companhia Independente de Policia Militar de Novo Progresso e 17ª Companhia Independente de Policia Militar de Rurópolis. As duas Companhias estão recebendo o reforço do GTO e Rocam para compor a Operação.


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

DEZEMBRO... MÊS DA ESPERANÇA DE RENOVAÇÃO

CRONICA DE EMANUEL FIGUEIRA

Estou pensando que hoje é mais um dia nas nossas vidas.

Mas o tempo cronológico avisa que é o segundo dia de um novo mês.

O mês magnífico!

E a cada ano, neste mês, nós deixamos nossa imaginação fluir.

Alguns, assim como eu, questionam-se, quem sabe, para buscar um novo rumo, uma nova direção, uma nova forma de viver.

E meus questionamentos vêm assim:

Este é simplesmente mais um dia de um novo dezembro?

Há uma possibilidade de um recomeço?

Será que nos dias deste mês poderemos resinificar o sentido da vida?

Será a continuação de uma velha história, ou podemos pintar de cores alegres os nossos pensamentos para, a cada dia, ao levantar, fazer nossa saudação ao Ser Superior, agradecer, ler nossas mensagens das redes sociais, dar aquele sorriso como que ratificando o amor porque sabemos que alguns nos amam e querem o nosso bem, ou afirmar como o Raul:

"... Eu é que não me sento

No trono de um apartamento

Com a boca escancarada

Cheia de dentes

Esperando a morte chegar"?

Eu (e muitos) acredito que é necessário ir à luta. Não a luta do sofrimento. Mas a luta sensata do acreditar, do seguir corajosamente caminhando, entusiasticamente vivendo, procurando dar um toque de realidade nos novos sonhos, ouvindo músicas que façam bem a alma e nos incentivem a seguir em frente.

É dezembro!

Para mim, dezembro também é um mês bonito (mais bonito), onde os dias parecem trazer esperanças novas. São dias que parecem trazer uma ansiedade boa, que parecem nos possibilitar uma alegria diferente e uma vontade incrível de festejar, mesmo que reconheçamos que a vida não é somente “uma festa’”. Ela tem intervalos, às vezes falta luz, a esperança some, o coração se aperta e o som do silêncio dos solitários nos invade.

Dezembro também é, para mim, o mês da esperança. A esperança de que, Ele, realmente chegue, ou nasça outra vez.

Seja nos nossos corações, nas nossas imaginações ou na realidade da fé de cada um.

Então, façamos hoje um novo belo dia. E na sequência deste dezembro, se pudermos, comecemos/recomecemos uma nova história, acreditemos na nossa força espiritual; que enfeitamos nossas vidas com as cores do Natal, a alegria do Nascimento; que façamos uma oração aos que se foram neste ano e tenhamos esperança de dias melhores e na REDENÇÃO.

Enfim, que a alegria e a tristeza se unam e nos tragam equilíbrio, generosidade e ESPERANÇA!

Viva dezembro!

Viva Jesus Cristo!

Viva as nossas vidas!