O mais recente Índice de Progresso
Social (IPS Brasil 2025) revelou um retrato detalhado, e desigual, da qualidade
de vida nos 144 municípios do Pará. A avaliação considera 57 indicadores
sociais e ambientais distribuídos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas,
Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.
Embora alguns municípios apresentem avanços
importantes, o estudo expõe desafios profundos, especialmente no oeste e
sudeste paraense.
Municípios do Oeste e Sudeste se
destacam e também preocupam
Terra Santa foi a cidade com melhor
desempenho na região, alcançando 59,89 pontos e garantindo o 3º lugar no
ranking estadual. Santarém aparece logo depois, com 57,55 pontos, ocupando a 6ª
colocação geral. Faro também figura entre os destaques, com 57,42 pontos, o que
lhe assegura o 7º melhor desempenho do estado.
Na outra ponta, Jacareacanga registrou
40,04 pontos e se tornou o pior município do Pará e o segundo pior do Brasil,
ficando à frente apenas de Uiramutã (RR). O resultado negativo reflete
problemas históricos, sobretudo em educação superior, qualidade ambiental e no
componente Direitos Individuais. Bannach, com 40,99 pontos, também aparece
entre as piores notas estaduais.
Pará segue com desempenho abaixo da média
nacional
O estado alcançou 53,71 pontos,
novamente ficando na última colocação entre as 27 unidades federativas. A média
nacional foi de 61,96 pontos. Ainda assim, Belém lidera o ranking paraense com
62,33 pontos, consolidando-se como a 4ª melhor capital da região Norte. Canaã
dos Carajás aparece em seguida, com 61,13 pontos, impulsionada por melhorias
significativas no componente Moradia.
Região Oeste: contrastes acentuados
O levantamento mostra que o Oeste do Pará
concentra tanto municípios com excelente desempenho quanto alguns dos piores índices
do estado, evidenciando desequilíbrios estruturais.
Municípios como Trairão (42,08),
Uruará (44,19), Aveiro (46,75), Novo Progresso (46,77), Placas
(46,58) e Óbidos (48,57) aparecem na parte inferior do ranking regional,
enfrentando desafios relacionados à infraestrutura, educação e desenvolvimento
social.
O caso mais crítico permanece sendo
Jacareacanga, que puxa a média regional para baixo e evidencia o abismo
entre as realidades da região.
Ranking dos municípios do Oeste do Pará
no IPS Brasil 2025
Terra Santa – 59,89, Santarém – 57,55, Faro
– 57,42, Curuá – 55,56, Juruti – 54,48, Belterra – 54,42, Almeirim – 53,79, Oriximiná
– 53,27, Mojuí dos Campos – 52,78, Monte Alegre – 50,95, RURÓPOLIS
– 50,77, Alenquer –
49,95, Prainha – 49,77, Itaituba – 48,58, Óbidos – 48,57, Novo Progresso –
46,77, Aveiro – 46,75, Placas – 46,58, Uruará – 44,19, Trairão – 42,08, Jacareacanga
– 40,04.
Conclusão
O IPS Brasil 2025 reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e contínuas para reduzir desigualdades históricas no Pará. No Oeste do estado, o contraste entre municípios como Terra Santa e Jacareacanga mostra que excelência e vulnerabilidade convivem lado a lado, revelando o quanto ainda é preciso avançar para garantir qualidade de vida equitativa à população.
Fonte: ipsbrasil.org.br e Publicado – extraído para o blog , do Jornal Folha do Progresso



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