quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

IPS BRASIL 2025: RURÓPOLIS APARECE NO 11º LUGAR NO RANKING DOS MUNICÍPIOS DO OESTE/SUDOESTE DO PARÁ NO IPS BRASIL 2025

O mais recente Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2025) revelou um retrato detalhado, e desigual, da qualidade de vida nos 144 municípios do Pará. A avaliação considera 57 indicadores sociais e ambientais distribuídos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.

Embora alguns municípios apresentem avanços importantes, o estudo expõe desafios profundos, especialmente no oeste e sudeste paraense.

Municípios do Oeste e Sudeste se destacam e também preocupam

Terra Santa foi a cidade com melhor desempenho na região, alcançando 59,89 pontos e garantindo o 3º lugar no ranking estadual. Santarém aparece logo depois, com 57,55 pontos, ocupando a 6ª colocação geral. Faro também figura entre os destaques, com 57,42 pontos, o que lhe assegura o 7º melhor desempenho do estado.

Na outra ponta, Jacareacanga registrou 40,04 pontos e se tornou o pior município do Pará e o segundo pior do Brasil, ficando à frente apenas de Uiramutã (RR). O resultado negativo reflete problemas históricos, sobretudo em educação superior, qualidade ambiental e no componente Direitos Individuais. Bannach, com 40,99 pontos, também aparece entre as piores notas estaduais.

Pará segue com desempenho abaixo da média nacional

O estado alcançou 53,71 pontos, novamente ficando na última colocação entre as 27 unidades federativas. A média nacional foi de 61,96 pontos. Ainda assim, Belém lidera o ranking paraense com 62,33 pontos, consolidando-se como a 4ª melhor capital da região Norte. Canaã dos Carajás aparece em seguida, com 61,13 pontos, impulsionada por melhorias significativas no componente Moradia.

Região Oeste: contrastes acentuados

O levantamento mostra que o Oeste do Pará concentra tanto municípios com excelente desempenho quanto alguns dos piores índices do estado, evidenciando desequilíbrios estruturais.

 

Municípios como Trairão (42,08), Uruará (44,19), Aveiro (46,75), Novo Progresso (46,77), Placas (46,58) e Óbidos (48,57) aparecem na parte inferior do ranking regional, enfrentando desafios relacionados à infraestrutura, educação e desenvolvimento social.

O caso mais crítico permanece sendo Jacareacanga, que puxa a média regional para baixo e evidencia o abismo entre as realidades da região.

Ranking dos municípios do Oeste do Pará no IPS Brasil 2025

Terra Santa – 59,89, Santarém – 57,55, Faro – 57,42, Curuá – 55,56, Juruti – 54,48, Belterra – 54,42, Almeirim – 53,79, Oriximiná – 53,27, Mojuí dos Campos – 52,78, Monte Alegre – 50,95, RURÓPOLIS – 50,77, Alenquer – 49,95, Prainha – 49,77, Itaituba – 48,58, Óbidos – 48,57, Novo Progresso – 46,77, Aveiro – 46,75, Placas – 46,58, Uruará – 44,19, Trairão – 42,08, Jacareacanga – 40,04.

Conclusão

O IPS Brasil 2025 reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e contínuas para reduzir desigualdades históricas no Pará. No Oeste do estado, o contraste entre municípios como Terra Santa e Jacareacanga mostra que excelência e vulnerabilidade convivem lado a lado, revelando o quanto ainda é preciso avançar para garantir qualidade de vida equitativa à população.


Fonte: ipsbrasil.org.br e Publicado – extraído para o blog , do Jornal Folha do Progresso

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário