segunda-feira, 8 de agosto de 2011

EX-TÉCNICO DA AVR NA FILA DOS DESEMPREGADOS

                                                           Fomos procurados pelo técnico do Sporting Velho Pará, que devido sua grande amizade com o ex-técnico e ex-jogador da AVR senhor Valdinor Lemos, nos falou que o mesmo após ser demitido pelo Presidente Velho Rê, está passando por dificuldades financeiras, pois mesmo tendo um salário invejável e recebendo em dias não foi possível fazer o seu “pé-de-meia”. O Velho Pará, conforme foto acima flagrou o ex-técnico tentando conseguir sua alimentação do dia em uma fila de desempregados. E para melhor comprovação, na foto o ex-técnico ainda mostra a sua senha. O Velho Pará pede às equipes que estão sem técnico que deem uma chance ao técnico Valdinor. Ficamos aqui na torcida para que tudo seja resolvido da melhor forma. (detalhe do nome "cozinha" na parte superior da foto)

AVR SOFRE MAIS UMA DERROTA E SE DESPEDE DO CAMPEONATO DE MÁSTER

           
Em um jogo difícil (de assistir), a equipe da AVR jogou contra a equipe da AAR no domingo passado.  Todos os desportistas e boleiros que frequentam o estádio, pensaram que já tinham visto nos jogos anteriores uma equipe jogar tão ruim; ninguém se encontrar em campo e todos os jogadores, todos mesmos, fazer uma péssima partida. AVR bateu o recorde, perdeu pelo placar de 3 x 0, onde poderia ter sido mais, se a equipe do AAR jogasse sério e aproveitasse as oportunidades. Foi lamentável mais uma vez a apresentação da AVR. O presidente Renilton (Velho RÊ), mesmo antes de terminar o jogo, despediu o técnico Valdinor, pela incompetência demonstrada durante o campeonato, principalmente quando o barrou, colocando em seu lugar o atleta “Parque”. Aí o caldo derramou e não teve apelo para o técnico Valdinor.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ITR 2011

A T E N Ç Ã O

O ESCRITÓRIO H. MARINHO AVISA SEUS CLIENTES E AMIGOS, QUE A PARTIR DO DIA 22 DO CORRENTE MÊS, ESTARÁ FAZENDO A DECLARAÇÃO DE ITR 2011. PEDE PARA OS MESMOS NÃO DEIXAREM PARA A ÚLTIMA HORA, POIS O PRAZO É CURTO E ASSIM PODERÃO EVITAR MULTA.
O ESCRITÓRIO H. MARINHO AVISA AINDA, QUE MOTIVO HAVER SOFRIDO UM PROBLEMA EM SEU COMPUTADOR, TODOS OS DADOS DE SEUS CLIENTES FORAM PERDIDOS; POR ESSE MOTIVO SOLICITA A TODOS, TRAZER O DISQUETE OU O COMPROVANTE DA DECLARAÇÃO PASSADA.
CERTO DE CONTAR MAIS UMA VEZ COM A CONFIANÇA DE TODOS,
                                            H. MARINHO

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

REFORMA AGRÁRIA NA REGIÃO OESTE DO PARÁ - É PARA BOI DORMIR!

 O Projeto Fundiário em Santarém (INCRA) passou a chamar-se Unidade Avançada de Santarém e no ano de 2005, foi transformada em Superintendência Regional do INCRA – SR-30. Os funcionários antigos da autarquia lotados na Ex-UA/Santarém, tinham e tem suas atividades basicamente  na modalidade de Regularização Fundiária em terras devolutas da União – os funcionários antigos e os novos da SR(30) alguns entendem parcialmente dos serviços referente à Colonização Oficial encravada no Polígono Desapropriado de Altamira. Entendo que em parte eles não têm culpa das asneiras que fazem em relação à Colonização Oficial – PIC ITAITUBA e PIC ALTAMIRA, mas alguém sabe que está fazendo coisas erradas, e sendo coniventes com as arbitrariedades que o programa TERRA LEGAL vêm desenvolvendo no Polígono Desapropriado de Altamira. Estão cadastrando grandes ares e aglutinando lotes de 100,0 ha. (Cem hectares), usando esta prática estão incentivando o latifúndio em terras desapropriadas pelo o INCRA. Infelizmente este é o modelo de reforma agrária do governo atual e do seu antecessor e os pequenos agricultores, que são os verdadeiros clientes do INCRA, é que se ferram, REFORMA AGRÁRIA tem que ser tratada com seriedade; Regularização Fundiária não se aplica em terras desapropriadas.
                              Seria bom que as autoridades investigassem o que a Divisão de Regularização Fundiária na Amazônia Legal em Santarém – TERRA LEGAL vem desenvolvendo nas áreas concernentes aos Projetos Integrados de Colonização PIC ITAITUBA e PIC ALTAMIRA (Assentamento Colonização Oficial), Rodovias BR-163 (Rodovia Cuiabá Santarém – Tronco Norte), trecho Santarém/Rurópolis e BR-230 (Rodovia Transamazônica), trecho Altamira/Rurópolis, faixa e adentrando nas linhas vicinais. A SR-30 faz vista grossa deixando o TERRA LEGAL – atuar nas áreas da Colonização Oficial, parece haver algo de errado! Regularização Fundiária é para ser aplicada é em Terras Devolutas da União. Repito as terras adquiridas pelo INCRA – via desapropriação por interesse social devem necessariamente ser destinadas ao assentamento de pequenos agricultores sob a forma de propriedade familiar, observado para tanto as disposições contidas nos artigos 24 e 25 da Lei 4.504/64.  

Grande Walter

Grande e competente blogueiro Walter Tertulino (isso é nome de jogador?), proprietário do Rastilho de Pólvora, em primeiro lugar, quero lhe agradecer pelo espaço dedicado a minha pessoa. Vários meses faz que venho acompanhando as suas matérias e virei seu seguidor, pois vejo em seu trabalho uma coisa séria e de responsabilidade. Há credibilidade. Isso é o que todos deviam fazer. Um abração amigo e se puder ser útil de alguma forma, pode contar comigo.

MAIS UMA VEZ OS AGRICULTORES SOB A JURISDIÇÃO DA SUPERINTENDENCIA DE SANTARÉM ESTÃO SENDO PREJUDICADOS

Não sei se é falta de conhecimento ou incompetência. Mais uma vez os agricultores sob a jurisdição da Unidade Avançada de Colonização de Itaituba, com sede em Rurópolis, no Oeste do Pará, estão sendo prejudicados pela falta de conhecimento e até mesmo de interpretação dos documentos oriundos da Presidência do INCRA via Superintendência de Santarém.
O problema é o seguinte: para trabalhar com financiamento bancário, o agricultor deve ser o titular do lote ou ter uma escritura em seu nome; só que para o cartório fazer a escritura, além de serem apresentados vários outros documentos, o lote deve estar quitado junto ao INCRA. E é aí que o agricultor encontra a maior dificuldade: quitar o seu débito junto ao INCRA. O agricultor procura o INCRA, qualquer escritório da nossa região, e diz que quer fazer a quitação de seu lote; o funcionário diz que por determinação da Superintendência Regional não pode fazer a quitação, e, ainda diz mais: caso o agricultor não esteja satisfeito que entre em contato com a Superintendência em Santarém ou em Brasília (aí anotam vários números de telefones e entregam para o agricultor), pois estão apenas cumprindo ordem.
Vale ressaltar, que realmente os funcionários das unidades avançadas, estão apenas cumprindo ordens, pois quem determina, hoje, todos os trabalhos do INCRA é um setor chamado Terra Legal. Um setor, que tem que ser analisado e fiscalizado pelas autoridades competentes para saber se esses funcionários são capazes para realização de serviços tão importante junto à reforma agrária.
Aqui em nossa região, principalmente nas áreas jurisdicionadas pela Unidade Avançada de Colonização de Itaituba, com sede em Rurópolis, o INCRA implantou os Projetos de Assentamentos, modalidade COLONIZAÇÃO, não tem nada haver com regularização fundiária.
Destarte, informamos que esse documento oriundo de Brasília, através da Superintendência de Santarém para as Unidades Avançadas, não tem valor nenhum, haja vista, na região de jurisdição da Unidade Avançada de Itaituba, com sede em Rurópolis, não haver regularização fundiária, pois a referida unidade só trabalha com projetos de assentamentos na modalidade COLONIZAÇÃO.
Abaixo, texto na íntegra do Oficio expedido pelo senhor Secretário Extraordinário de Regularização Fundiária na Amazônia Legal ao senhor Presidente do INCRA.
1. Com o advento da lei 11.952, de 25 de junho de 2009, foi transferida ao MDA a competencia para promover as ações de regularização fundiária na Amazônia Legal. Dentre as competências citamos a liberação de cláusulas e o adimplemento de títulos emitidos pelo INCRA no passado, competencia deste ministério ratificada pelo Parecer nº 72/2010/CGRFA/CONJUR-MDA/AGU, aprovado pelo Ministro do Devolvimento Agrário.
2. Neste sentido, vimos soicitar de Vossa Senhoria que determine a proibição das Superintendencias Regionais e Unidades Avançadas do INCRA na Amazônia Legal de proceder qualquer ação relacionada ao cálculo de débitos e recebimentos de pagamentos de processos que tratem de títulos, definitivos ou precários, expedidos pelo INCRA, em áreas de REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA.
3. Tal solicitação decorre do fato de constatarmos que em alguns processos de liberação de cláusulas há realização de cálculos de débitos e recebimentos de pagamentos pelas Superintendencias Regionais na Amazônia Legal sem observação da legislação vigente.
4. Certos de pronto atendimento da nossa solicitação, renovamos nossos votos de elevada estima e consideração.




AVR AINDA SONHA COM A CLASSIFICAÇÃO

Depois de uma vitória, uma derrota e um empate, a equipe da AVR ainda sonha com a classificação. O Técnico Valdinor, falou que a classificação não está difícil (será?), basta às três equipes de sua chave perder e a AVR vencer de goleada a equipe da AAR, que estará classificada, é mole????????
Mas, domingo, a equipe da AVR fez um jogo de igual para igual com o bicho papão do campeonato, a equipe da Caiuá, empatando a partida pelo placar de 2 x 2. Vale ressaltar que a equipe da AVR jogou todo o segundo tempo com menos um homem em campo, haja vista, o atleta Bad boy Luís Carlos, para variar, ter sido expulso.
Temos que ressaltar também, a atuação dos zagueiros Valdinor, Laerte e Andrade, como também do meio campo Rosangelo (isso é nome de jogador), mas conhecido por CELPA, que pela primeira vez não jogaram de ressaca e conseguiram fazer uma boa partida.
A equipe da Caiuá é séria candidata para o título, pois depende apenas de si mesma para a classificação.

 Técnico Valdinor cabisbaixo após mais uma partida ruim de sua equipe, a torcida já está pedindo sua cabeça.

Laerte, Celpa, Valdinor e o filho do Presidente
Nesse campo, essa galera jogo 90m, prorrogação e ainda dá volta olímpica
(detalhe da latinha ao lado do atleta Valdinor)
Todo o esportista e/ou desportista de Rurópolis, devem incentivar as programações esportivas, patrocinadas ou não pela Prefeitura através de seu Departamento de esporte. O pessoal deve incentivar a prática de qualquer modalidade esportiva, pois esse pessoal que está participando, além de praticar um esporte e levar uma vida saudável, está ocupando a mente com algo de bom, pelo menos naquele momento, esquecendo os problemas do cotidiano e principalmente longe das drogas. O que vemos, nesse momento, falando no futebol, são as arquibancadas vazias, os poucos que aparecem ficam querendo denegrir e diminuir o pessoal que está em campo. Não é uma torcida de incentivo e indo mais para a gozação. Vamos participar, quando houver um evento, vamos comparecer, sendo na participação ou incentivo. Vamos lá, procurar uma vida melhor, com harmonia, entretimento e lazer, vamos brincar e sorrir, pois isso faz bem a saúde e não custa nada.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Porque foi postado a matéria "Mansões são construídas..." se esse blog, como diz no seu cabeçalho, são somente matérias ruropolenses?

Resposta: Porque tudo que foi dito na matéria do Fantástico, acontece aqui nas proximidades de Rurópolis e em toda região circunvizinhas. Um Setor do INCRA, chamado Terra Legal, jurisdicionado pela Superintendência do INCRA em Santarém, no Estado do Pará, vem fazendo regularização fundiária (?) dentro das áreas inseridas no Programa de Colonização Oficial, nos Projetos de Assentamentos da Reforma Agrária. Todos estão vendo o erro, mas nenhuma autoridade competente toma as providencias cabíveis para evitar tal erro. Os técnicos do INCRA dizem que estão fazendo a coisa correta e que são autorizados para fazer o que estão fazendo, mas, estão esquecendo, ou não são conhecedores que aqui em nossa região é área de colonização, com módulo rural de 75, 0000 ha. Aqui na região, o INCRA desapropria a terra da união, averba em seu nome, demarca, coloca e faz toda a infra-estrutura necessária e só após essas medidas é que faz a triagem e providencia o assentamento do candidato apto a ser um cliente da reforma agrária. Quando é escolhido o candidato, é feito o processo de assentamento para regularização do mesmo junto a terra. São lotes de aproximadamente 100, 0000 ha. (cem hectares), que não podem ser aglutinadas oficialmente pelo INCRA, haja vista, já haver um processo em andamento para cada lote e também tem que ser obedecido o módulo rural da região. ESSE É O NOSSO ALERTA, VAMOS VER SE AS AUTORIDADES COMPETENTES TOMEM AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS PARA EVITAR PROBLEMAS PARA OS AGRICULTORES QUE SÃO INOCENTES E NÃO TEM A OBRIGAÇÃO DE ENTENDER DOS TRÂMITES LEGAL.

Mansões são construídas em áreas do Incra destinadas a famílias carentes

A venda de lotes do Incra destinados à reforma agrária é proibida. Mesmo assim, o Fantástico descobriu várias áreas à venda.
Em um pedaço da Bahia, a água doce e o mar salgado quase se encontram em quilômetros de praia deserta e coqueiros. Mas, se você prefere o campo, existem boas opções: sítios com piscina e ampla área de lazer em Mato Grosso. O que essas terras têm em comum, além de serem ótimos lugares para curtir a vida? Tudo foi construído em áreas destinadas pelo governo a famílias pobres. São terrenos para assentamentos, pagos com dinheiro público.

Cumuruxatiba, no sul da Bahia, é um distrito do município de Prado, que fica a 800 quilômetros de Salvador. Foi lá que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra, criou um assentamento há mais de 20 anos.
saiba mais
• Bandos ocupam fazendas e vendem áreas de assentamento
• Áreas destinadas à reforma agrária estão sendo exploradas por madeireiros
O primeiro lugar que o repórter Eduardo Faustini visitou era um lote, onde vive o fotógrafo inglês Jamie Granger. Ele é filho de um velho astro de Hollywood, Stewart Granger.

A casa fica a poucos passos do mar. Jamie sabe que está em terras destinadas ao assentamento de famílias pobres. “Esse assentamento foi feito 25 anos atrás. Se você fizer uma verificação, a grande maioria das pessoas que foi assentada já vendeu. O Brasil precisa de lugares como esse para pessoas que trabalham duro o ano inteiro, em São Paulo, no Rio, para vir aqui jogar um golfe.”, diz.

Para receber um lote em um assentamento é preciso cumprir vários requisitos previstos em lei, entre eles ganhar até três salários mínimos. Estrangeiros não podem ser beneficiados pelo Incra. O inglês diz que comprou de um advogado brasileiro: “Ele falou que essa é uma área rural que era do Incra, mas que isso não existe mais".

A venda de lotes do Incra é proibida. Mesmo assim, em apenas três dias na cidade, a equipe de reportagem do Fantástico descobriu vários à venda.

O trabalhador rural Olavo estava disposto a negociar.

Fantástico: São 20 hectares?
Olavo: 21 hectares. Eu estava pedindo, há um tempo, 350 contos. Tinha até vendido. Quase vendido. Não vendeu porque...
Fantástico: R$ 350 mil?
Olavo: Sim.

Olavo revela que para fechar negócio é preciso dar dinheiro para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Prado: “Pelo menos eu vendendo, eu não deixo de dar ao sindicato alguma coisa”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, José Augusto, confirma que o lote de Olavo é mesmo do Incra: “Aqui tem um grande problema. Essas terras são da reforma. É terra de reforma agrária”.

Sobre a falta de fiscalização, José Augusto diz que conta com a lerdeza dos órgãos oficiais: “É aquele negócio: para o Incra tirar alguém de uma terra, leva tempo”.

A equipe do Fantástico tentou localizar alguém no sítio, que segundo documento do Incra, é posse da ex-modelo internacional Marina Schiano.

O cadeado que tranca o portão de outro sítio é para garantir que ninguém vai mexer em nada que pertence ao empresário Carlos Alberto Pereira dos Santos, conhecido como Carlinhos de Vitória. O empresário tem até acesso à praia particular. “Ele só vem aí nos feriados dele. Ele não fica aí. Quem fica aí, é o caseiro dele”, diz um morador.

O Fantástico tentou localizar Carlos Alberto por telefone, mas ele não respondeu aos recados.

O repórter Eduardo Faustini chegou a um local, onde o mangue quase encontra o mar e tem paisagem deslumbrante.

Fantástico: Quem é o proprietário?
Morador: Lucas Lessa.
Fantástico: Ele não fica aqui?
Morador: Vem, fica aqui um pouco e volta para Porto Seguro.

Lucas Lessa é advogado e também não foi encontrado.

"Aqui que chega o empresário, cheio de dinheiro, em uma região toda loteada pelo Incra, com muito dinheiro, R$ 100 mil, R$ 500 mil, R$ 1 milhão, compra o pobre assentado e o desloca para periferia do projeto. Toda essa região está sendo objeto da cobiça e da compra com a conivência estranha do Incra. Porque o Incra sabe que esse pessoal não tem perfil de reforma agrária e permite, porque está havendo alguém levando vantagem com isso”, afirma.

“Nós temos grandes empresários aí dentro com lotes, até formação de fazenda, 12 lotes contínuos. Tudo com nome de testas de ferro, irmãos, todos eles cadastrados”, explica o Ézio Nonato, da Associação Comunitária.

A travalhadora Teresa Camilo dos Santos aguarda por um lote há muito tempo. “O Incra me cadastrou. Eu estou há 22 anos aqui”, conta.

Arnoud Quaresma de Freitas é um dos poucos assentados dentro da lei encontrados na região. “Planto amendoim, milho, melancia, mandioca, laranja, coco, doze vacas de leite. Sobrevivo disso aqui. Ainda vivo feliz de estar nesse pedacinho de terra”, diz.

De acordo com o Incra, foram feitas vistorias nos lotes de Cumuruxatiba em função das denúncias. “Nós vamos à última instância que é a ação judicial de retomada das terras, como é caso da Bahia, com mais de 30 ações de reintegração de posses desses lotes ocupados irregularmente e imoralmente”, afirma Celso Lisboa de Lacerda, presidente do Incra.

Uma das cidades mais ricas de Mato Grosso, o município de Sorriso fica a 180 quilômetros de Cuiabá e tem o melhor índice de desenvolvimento humano do estado. A cidade cresce e, junto com a riqueza, se multiplicam os sítios destinados ao lazer.

Seria tudo muito bom e estaria tudo muito bem se não fossem terras de assentamento. Assim como acontece na Bahia, na região há muita gente interessada em vender os lotes.

A certeza da impunidade é tão grande que gera situações peculiares como uma placa de “vende-se” em um terreno. O lote com a placa está no nome de Bernardete Bem Manchio. Ela tem uma boa casa na cidade e quer ganhar dinheiro com a terra, que não pode ser vendida. Quanto você ta pedindo? “Uns130 mil”.

A equipe encontrou outro assentado interessado em passar o lote adiante. Seu Sena pede R$ 140 mil pela área e diz que está barato. “Eu quero dez conto o hectare. Sabe por que eu quero vender? Porque eu quero aproveitar. Sou viúvo e quero mexer com outras coisas”, diz.

Sena revela que tem esquema com alguém dentro do Incra para acobertar a venda. Um homem com apelido de Brito. Brito é Lionor da Silva Santos, subchefe do Incra regional. Não foi possível encontrá-lo pessoalmente, mas por telefone, quando o repórter disse que queria comprar o lote do Sena, Brito respondeu: “Eu vou informar aqui no escritório. Por telefone não vou informar nada, não”.

“Chegar nele e falar: ‘Brito, vou vender meu lote e passa para o nome dessa pessoa aí. Dá uns troquinhos para ele e acabou. Falei, tu vai situar no meu nome? Tem um chorinho, falei quanto que é? Dois mil”.

Sena sabe que está fazendo a coisa errada. “Quem pega terra do Incra não pode vender. Vendem porque são teimosos. Aqui já venderam 50 lotes”, diz.

No dia seguinte, Sena revela que já é a segunda vez que faz este tipo de venda. “Esse é o segundo lote que eu tenho. Eu tinha no Ipiranga. Vendi. Não tive problema nenhum. Só que eu peguei aqui no nome da minha filha porque eu não podia pegar mais. No Incra, você pega uma vez, se você vendeu, você não pega mais”.

Gabriel é filho do dono de uma madeireira. O nome dele está na placa de um lote de assentamento. Ele fala sobre a compra da área e menciona Brito. “Até falei com ele: ‘Brito, o que nós temos que fazer mais?’ Ele falou: ‘Os documento estão aqui, tem que só esperar os rapazes irem aí’. Fui direto lá”.

“Aqui tem a declaração de desistência do Seu Darci”, diz Gabriel. O documento que ele entrega é uma carta de desistência. Nele o assentado diz que não tem mais condições de trabalhar na terra. A área deveria ser destinada a outro agricultor que precisasse trabalhar. Mas acaba indo para o comprador.

José Carlos Suzin, o Carlão, é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ele conta que o segredo para enganar o Incra é colocar um laranja morando na terra para passar pela vistoria. “Se seu funcionário tem perfil agrícola, não tem bens, não é funcionário do estado ou não tem terra no nome, o que pode inviabilizar são esses fatores”, lembra.
Veja o argumento que o presidente do sindicato usa para justificar o comércio ilegal de lotes. “O Incra tem mania de botar família de pobre em cima de terra, pobre em cima de terra não produz nada”, argumenta o presidente do sindicato para justificar o comércio ilegal de lotes.

Por denunciar as falcatruas na região, Dinéia de Souza Costa, presidente da Associação Pós-Terra, sofreu ameaças e teve a casa incendiada. Perdeu tudo, menos a vontade de falar. “A intenção é que eu desista do assentamento porque eu sou calo no pé de muitos aqui, não participo da venda do lote, sou contra a venda do lote e a favor do Incra retomar o lote de quem vendeu e dar para quem está na lista de espera”.

A família Miller está na lista de espera. Onde moram, a luz não chegou e as crianças só estudam enquanto dura a vela. Os lotes usados como sítio de lazer são uma afronta para quem espera.

“O que pode, pode tudo, tem que ficar assim, sem água gelada, sem energia, pegar água dos vizinhos. Tem muitos que só têm sítio para ter área de lazer, futebol, piscina. E não tem um pé de mandioca plantada, só para festejar mesmo”, conta Gelci Miller, trabalhadora rural.

“Me sinto triste, eu vejo que minha mãe quer, luta e não pode. Quero é que minha mãe ganhasse isso daqui. Meu pai... É ruim morar sabendo que pode ser despejado a qualquer hora. Com fé em deus nós vamos ganhar...”, lamenta Patricia Miller, 15 anos.

A vergonha que a menina sente quando correm as lágrimas falta a quem explora o que não é seu. Em um telefonema, um dos posseiros, chamado de Neto Baião, pede R$ 500 mil por um lote.

Na terra que ele quer vender, só o vive o caseiro Silas, um homem simples que sabe das coisas.

“Brasil é o país de todos, rapaz. Brasil é o país de todos. Brasil, quem tem esse tem tudo na mão. Agora o cara que anda arrastando a barriga no chão, com a mão calejada, não tem vez, rapaz”.

Matéria retirada do Programa Fantástico da rede Globo, que foi ao ar no dia 24/07/2011.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

EM FAMÍLIA

Esteve passando dignas férias em nossa cidade, meu filho Hewerton grande goleiro, que se formou aqui em Rurópolis, hoje trabalha em Aveiro, e defende as cores do Conceição, onde já foi várias vezes campeão municipal. Para melhor aprimoramento em baixo dos três paus, veio pegar algumas dicas de seu velho pai. Juntamente, claro, veio sua esposa, professora Elenice da Paixão, competente e capaz, que apesar de estar de férias, aproveita suas folgas para se aprimorar, se atualizar e capacitar, fazendo curso na universidade em Santarém. E como não podia faltar, meu netinho, pessoa super "comportada", um "anjo" de criança, que durante sua estada, só nos deu alegria e momentos de felicidades. Pena que foram poucos dias,mas, agradeço por trazerem alegria e felicidade. Obrigado meus filhos, que Deus os abençoe sempre!
Para amenizar a tristeza, meu outro neto, também super comportado e um "anjo" de pessoa, retornou de suas merecidas férias (pois é um excelente aluno), as quais passou na fazenda juntamente com o seu avô materno.Então, com minha esposa, meu filho Júnior e o pessoal de férias, foi reunido a família e foram dias tranquilos e felizes!

AVR SOFRE SUA PRIMEIRA DERROTA

No dia 24 de junho, a AVR sofreu sua primeira derrota, perdeu de 3 x 0, para a equipe do Sporting. A equipe que eu disse que seria a campeã, jogou uma péssima partida, talvez a pior do campeonato. Os atletas não se encontraram em campo. Houve muitas discussões entre os atletas e não houve sequer uma finalização aproveitável. Faltaram vários atletas que poderiam fazer a diferença e o técnico Valdinor não pode fazer nada. Mais, diz ás más línguas, (uma delas o técnico adversário Velho Pará), que o Técnico Valdinor, sem consultar o Presidente do clube senhor Renilton, liberou os atletas para facilitar o jogo para o Sporting, haja vista o mesmo já ter sofrido uma derrota e ficaria em situação difícil, caso nova derrota viesse a sofrer. O Técnico Velho Pará disse ainda, que o Técnico Valdinor recebeu uma cambada de tamuatá e meia de cujuba, como pagamento, É BRINCADEIRA!!!!!! Se fosse pelo menos de acari...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

PINTOU O CAMPEÃO!!!!!!!!!


SERÁ? ESSES AÍ TEM PINTA DE BOLEIROS?

1ª COPA MASTER DE FUTEBOL SOCETY - 2011

No dia 16 do corrente mês, teve inicio a Primeira Copa Master de Futebol Society de Rurópolis. Na primeira rodada, tivemos os confrontos entre as equipes do AAR X M.A.Móveis, tendo a equipe da M.A. Móveis efetuado uma goleada pelo placar de 6 x 1 e o Sporting estreou com uma derrota de 4 x 3 para a equipe Bola Cheia.No diqa 17, domingo, a Cerâmica Caiuá venceu de goleada a equipe da Eletrônica Sintonia pelo placas de 5 x 1 e a A.V.R, bateu a equipe do La Fúria pelo Placar de 2 x 1.

A SUPERINTENDENCIA DO INCRA EM SANTARÉM ESTÁ PARA AJUDAR OU ATRAPALHAR O AGRICULTOR?

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NA AMAZÔNIA LEGAL É PARA REGULARIZAR POSSEIROS QUE OCUPAM ÁREAS EM TERRAS DEVOLUTAS DA UNIÃO – O PROGRAMA TERRA LEGAL EM SANTARÉM FAZ O CONTRARIO – DESENVOLVE SUAS ATIVIDADES EM TERRAS DESAPROPRIADAS PELO INCRA.


Divisão de Regularização Fundiária na Amazônia Legal em Santarém – TERRA LEGAL está cadastrando posseiros e reconcentrando áreas visando à Regularização Fundiária, em áreas de assentamento encravadas no Polígono Desapropriado de Altamira; terras que o INCRA – Desapropriou no ano de 1971, pagando uma parte em TDA’s (Títulos da Dívida Agrária) outra parte em moeda corrente. Trata-se de áreas desapropriadas para assentar famílias no modelo de Colonização Oficial e outras modalidades de Projetos de Assentamento, a Lei 4.504 de 30 de novembro de 1964 (Estatuto da Terra) dispõe dentre outras, que as terras adquiridas mediante desapropriação por interesse social (como no presente caso) devem necessariamente ser distribuídas sob a forma de propriedade familiar.
Vale ressaltar que as terras situadas no denominado Polígono de Altamira, foram desapropriadas pelo INCRA, em cumprimento as disposições contidas dos Decretos 67.557/70 e 68.443/71, para fins de Reforma Agrária não podendo ter outro destino a não ser o de assentamento de trabalhadores rurais sem terra e a Regularização Fundiária não consta como assentamento.
O MINISTÉRIO PÚBLICO, que é o guardião do Patrimônio Público e está sempre defendendo a Reforma Agrária em nossa região, em favor do pequeno produtor rural (Agricultura Familiar); seria bom que investigassem as ações que o Programa TERRA LEGAL vem desenvolvendo em áreas Desapropriadas basicamente na Colonização Oficial – Pic/Itaituba e Pic/Altamira. Com base em uma portaria, estão cadastrando grandes áreas e aglutinando lotes de 100,0 ha. (cem hectares); são atos administrativos que afrontam dispositivo legal (Estatuto da Terra – Lei 4.504/64).


Vulgo Patriota.